A prática de deslocar trabalhadores bancários entre cidades está cada vez mais comum nos bancos. Por conta das crescentes reclamações, o Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região preparou uma nova tese para o ajuizamento de ações individuais sobre o tema.
Após aprofundamento de pesquisa e entendimento de sentenças do gênero em diversos tribunais, tem ficado estabelecido que o banco precisa demonstrar a real necessidade daquele trabalhador específico ser transferido para aquela determinada cidade. Ou seja, o empregador é obrigado a apresentar para o judiciário qual a característica particular aquele bancário possui para que somente ele seja capaz de realizar determinada função em outro município.
Diversas decisões também apontam que, enquanto durar a transferência provisória, os bancos são obrigados a pagar um adicional de 25% do salário do trabalhador, para que ele possa arcar com despesas de pedágio ou passagens, entre outros custos adicionais que o bancário venha a ter por conta da alteração, mesmo que provisória, de seu local de trabalho.
As transferências provisórias estão cada vez mais constantes e quase todos bancários do Bradesco, por exemplo, já passaram por esta situação. Muitas vezes elas são adotadas como forma de “punição velada” para aqueles trabalhadores que não atingiram as metas ou desagradaram os gestores de alguma forma.
Serviço
Os bancários interessados podem procurar o Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região para verificar a possibilidade de ajuizamento de ação agendando um horário pelo telefone: (14) 99868-4631. A entidade fica localizada na Rua Marcondes Salgado, n° 4-44, no Centro de Bauru.