Consolidando um processo de desmonte que já vinha ocorrendo desde a reestruturação iniciada no ano passado, o Santander irá encerrar as atividades das agências de Piraju e de Itaí no dia 4 de abril. Apesar do fechamento estar agendado para ocorrer somente daqui alguns dias, a agência de Piraju já foi abandonada pelo Santander.
No começo da semana passada, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região recebeu denúncia de que havia apenas uma funcionária atendendo o público. Roberval Pereira, diretor da entidade, esteve em Piraju e entrou em contato com a Regional, cobrando solução para o caso. Ele foi informado que a situação se deu em razão de outros três funcionários precisarem se afastar. Apesar de o banco ter designado um funcionário de outra unidade para auxiliar a bancária que estava sozinha e sobrecarregada, a medida se mostrou ineficaz.
Além disso, após o ocorrido, ela também precisou tirar licença. Esses afastamentos evidenciam o impacto nocivo das condições de trabalho impostas pelo banco, que sobrecarrega seus funcionários ao extremo, levando ao adoecimento físico e mental.
Tragédia anunciada
Em março passado, o Sindicato realizou um protesto na agência de Piraju por conta do quadro reduzido de funcionários pós-reestruturação. Mesmo com a intervenção e cobrança por mais contratações, pouco foi feito pela direção do banco. Para a entidade, essa imobilidade já era uma tragédia anunciada.
De Piraju para Fartura
Os quatro funcionários que atuam na unidade serão realocados para Fartura. Os clientes também terão que viajar por cerca de meia hora para conseguir atendimento na cidade, localizada a 32 km de distância de Piraju.
Itaí
A agência de Itaí atualmente conta com dois funcionários. Até o momento, o banco não informou para onde eles serão realocados, após o fechamento da unidade. O Sindicato segue acompanhando a situação e lutando pela garantia de emprego desses trabalhadores.
Processo de desmonte
Em 2024, foram fechadas as unidades: da Duque (Bauru), de Taguaí e de Presidente Alves. Já no começo deste ano, a agência de Itaporanga. O Sindicato repudia esse desmonte que, além de colocar em risco o emprego dos trabalhadores, precariza os serviços e penaliza os clientes e economia local.
Se não bastassem os prejuízos pelo fechamento da agência de Piraju, clientes ainda têm de enfrentar longa espera para atendimento, por conta da falta de funcionários