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Chega de perdas! Movimento sindical cobra do Itaú reajuste do PCR e mudanças no GERA

17/03/2025

Bancos: Itaú

Funcionários do Itaú são reféns de metas excessivas e sobrecarga de trabalho. Na foto, agência lotada em Bauru

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O movimento sindical se reuniu, no dia 11, com representantes do Itaú para cobrar que o PCR (Programa Complementar de Resultados) seja reajustado de forma condizente com o lucro do banco.

Em 2024, o Itaú registrou o maior lucro da história: R$ 40,2 bilhões. Contudo, há anos os trabalhadores estão tendo perdas acumuladas, principalmente em comparação com os reajustes da categoria e com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Em razão disso, foi defendido que o reajuste reflita a isenção fiscal aplicada à PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

Irredutível, o Itaú não reconheceu as perdas e afirmou que os valores foram definidos em negociações anteriores. Sem consenso sobre o tema, uma nova reunião entre as partes será agendada em breve.

Gera

Os problemas relacionados ao GERA, ferramenta de gestão e mensuração de desempenho do Itaú, também foram pontuados durante a reunião com o banco. Apesar do GERA ser semestral, as cobranças são diárias e mensais, e a pontuação mínima não é respeitada. Na teoria, os 1.000 pontos são considerados suficientes para a empregabilidade mas, na prática, a pressão por pontuações superiores são cada vez mais intensas.

Além disso, somente os GA´s, GGA´s e GRNA´s podem abrir ocorrências e, por conta das falhas na ferramenta, eles precisam capturar a tela (tirar prints) para abrir ocorrências. Muitos pedidos são classificados como improcedentes e finalizados sem qualquer resolução e explicação concreta, apenas com respostas automáticas.

Outro problema é o SQV (Sistema de Qualidade de Vendas). Os bancários têm recebido penalização por denúncias consideradas improcedentes e a agência que recebeu um funcionário que originou a ocorrência em outra cidade também é penalizada.

O movimento sindical também cobrou que o Itaú estenda de 7 para 14 dias o prazo para efetivação de uma venda. Sem respostas às demandas dos trabalhadores, uma próxima reunião sobre o GERA será realizada ainda neste mês.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, o Itaú utiliza o GERA como mecanismo de opressão, impondo metas excessivas que pressionam e sobrecarregam os trabalhadores, criando um ambiente de trabalho tóxico e adoecedor.

Funcionários que enfrentam essas práticas abusivas devem documentar todas as situações e procurar o Sindicato, para formalizar a denúncia e buscar apoio do Departamento Jurídico. Entre em contato: (14) 99867-9635.

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