Ontem, dia 23, representantes do movimento sindical se reuniram por videoconferência com representantes do Itaú para negociar o banco de horas dos empregados que, por causa da pandemia do novo coronavírus, estão afastados do trabalho sem desempenhar atividades remotamente.
No início da semana, o Itaú informou que, atualmente, há aproximadamente 45 mil funcionários trabalhando em casa (home office), 7 mil afastados sem atividade e 20 mil trabalhando em esquema de rodízio.
Durante a reunião, o Itaú se comprometeu a dar um bônus de desconto de 10% sobre o total do banco de horas de cada trabalhador, sem considerar sábados, domingos e feriados.
Além disso, o banco de horas começará a ser contado a partir de 1º de maio, após assembleias a serem realizadas pelos sindicatos digitalmente. Sendo assim, serão abonados todos os dias que os trabalhadores ficaram em casa desde o começo da pandemia até o próximo dia 1º (cerca de um mês e meio).
Em caso de demissão sem justa causa, o banco de horas não será descontado do valor que o trabalhador tiver a receber. Ainda, as horas trabalhadas aos sábados, domingos, feriados e no período noturno serão pagas como horas extras.
Por fim, os funcionários de seis horas poderão ter 30 minutos de intervalo, não apenas 15, e caixas e gerentes poderão atuar na Central de Atendimento por seis horas — nesses casos, quem é de oito horas trabalhará somente seis horas e não ficará com horas em débito. O banco fornecerá treinamento e equipamento para o trabalho em regime de home office.
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região contatou o Itaú para obter uma cópia do acordo, mas foi informado que o documento ainda não está finalizado. A entidade aguarda a minuta do aditivo para, então, convocar a sua assembleia.