SEEB Bauru

Sindicato dos Bancários e Financiários
de Bauru e Região

CSP

Notícias

Itaú, Bradesco e Santander lucraram R$ 59,7 bilhões em 2018

07/02/2019

Bancos: Bradesco, Itaú , Santander

Compartilhe:

Enquanto milhares de brasileiros lutam para sobreviver à crise econômica do País, enfrentando a inflação e o desemprego (que já atinge 12,2 milhões de brasileiros), os três maiores bancos privados do Brasil nadam em dinheiro.  Juntos, Itaú, Bradesco e Santander, faturaram R$ 59,7 bilhões no ano passado, um crescimento médio de 10,8% nos doze meses, e rentabilidade entre 19% e 21,9%.

Os três ativos somados totalizaram R$ 3,7 trilhões, com alta média de 10,1% em relação a dezembro de 2017. A carteira de crédito total dos três bancos juntos atingiu R$ 1,6 trilhão, com alta de 7,9% no período.

Concentração bancária

Segundo os últimos dados disponíveis no Banco Central (BC), a concentração bancária no Brasil é tão grande que os cinco maiores bancos (Caixa, Banco do Brasil, Itaú, Santander e Bradesco) reuniam 85% de todos os depósitos em 2017, ou seja, de cada R$ 10 depositados, R$ 8,50 estavam sob guarda desses bancos.

Além da concentração bancária, outros fatores que garantem os lucros exorbitantes são o aumento das taxas de juros e das tarifas bancárias, os cortes nas despesas de pessoal e o cumprimento de metas abusivas pelos funcionários.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, esses bancos atingiram R$ 59,7 bilhões em 2018 através do árduo trabalho dos bancários, que sobrevivem à rotina de sobrecarga de trabalho e assédio. O adoecimento da categoria é fruto dessa rotina que só pode melhorar se os banqueiros investirem em novas contratações e, principalmente, em respeito ao trabalhador.

Notícias Relacionadas

Inacreditável! Santander convoca bancários para entregar kits em corrida na capital paulista

Santander 20/02/2025

Sindicato paralisa Santander de Santa Cruz do Rio Pardo por conta de fumaça

Santander 10/02/2025

Febraban, BB, Itaú, Bradesco e Santander são condenados por refinanciamento enganoso de dívidas na pandemia de Covid-19

Banco do Brasil 31/01/2025

Newsletter