Quarta-feira, 22 de novembro de 2017
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Contra a reforma trabalhista, trabalhadores têm de parar no dia 10


08/11/2017
Bancários na Luta, edição 11

O governo Temer vendeu a reforma trabalhista como uma "modernização" da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Vendeu-a como um conjunto de alterações necessárias para instaurar certa "segurança jurídica" e, assim, "facilitar" a geração de empregos. Mas, a que custo?

Para as entidades representativas dos trabalhadores e até mesmo para a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), a nova Lei nº 13.467/2017, que alterou mais de cem pontos da CLT e que entra em vigor no dia 11, vai custar direitos, muitos direitos!

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas, o principal objetivo da reforma foi proteger os patrões de processos trabalhistas. É isso o que, para eles, significa o termo "segurança jurídica".

Com o objetivo de denunciar e combater todo esse retrocesso, diversas centrais sindicais estão convocando os trabalhadores para cruzarem os braços e saírem às ruas nesta sexta-feira, dia 10, véspera da entrada em vigor da nova lei trabalhista.



A CSP-Conlutas organizou a Greve Geral no dia 28 de abril e a ocupação de Brasília no dia 24 de maio. Essas atividades ajudaram a adiar a reforma previdenciária e tantas outras medidas que o governo Temer tentou implementar. "Agora, temos a obrigação de mostrar nosso descontentamento com a reforma trabalhista", afirma Paulo Tonon, diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região.

A nova lei trabalhista acaba com direitos históricos dos trabalhadores e acabará provocando uma precarização jamais vista nas condições de trabalho, Itaú e Caixa, por exemplo, já regulamentaram o "bancário temporário".

O fato é que o governo Temer, o Congresso e os empresários continuam buscando formas para descarregar a conta da crise nas costas dos trabalhadores. Além das reformas, há outras medidas de ajuste fiscal, como as privatizações e os ataques aos servidores públicos, que só fazem agravar o quadro de desemprego, de piora nos serviços públicos e nas condições de vida da população.

Concentração

O Sindicato convoca todos os bancários a se reunir no dia 10 em frente à Caixa Econômica Federla da rua Gustavo Maciel, a partir das 8 horas da manhã. O objetivo é juntar um bom número de trabalhadores e divulgar para toda a população nosso repúdio à implantação da reforma trabalhista e ao plano de venda dos bancos públicos.

Só com união e mobilização vamos conseguir barrar o desmonte da CLT.


Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
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