Sexta-feira, 18 de agosto de 2017
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Deputados arquivam denúncia contra Temer por corrupção passiva


10/08/2017
Bancários na Luta, edição 02

No dia 2, o presidente Michel Temer conseguiu escapar de ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal durante o seu mandato. A denúncia de corrupção passiva apresentada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot só deverá ser apreciada pela Justiça depois que Temer deixar de ser presidente.

Isso porque, entre os 513 deputados federais da Câmara, não houve número suficiente de parlamentares com a decência de votar pela imediata abertura da investigação.
 
Sem atingir o quórum necessário para a aceitação do pedido da Procuradoria Geral da República, que era de 342 deputados, a votação terminou em ?pizza?.




O parecer do relator Paulo Abi-Ackel (PSDB), que propôs o julgamento da denúncia somente depois do término do mandato de Temer, foi aprovado por 263 deputados. Outros 227 votaram para que a denúncia fosse aceita, dois se abstiveram e dezenove não compareceram à sessão. 

Enquanto mais de 80% da população defende a abertura do processo contra Temer ? que, vale ressaltar, tem a aprovação de pífios 5% dos brasileiros ?, os deputados deram um show de hipocrisia e escárnio com o povo, principalmente quando começaram a anunciar seus votos.

Diferente da votação do impeachment da ex-presidente Dilma, quando a maioria dos deputados dedicou seus votos a Deus, à família, aos filhos, ao cachorro e até a torturadores da ditadura, na sessão sobre Temer os votos foram mais objetivos, porém ainda hipócritas.

Sem condições de defender de forma contundente o presidente acusado de corrupção, grande parte dos deputados que votou a favor de Temer o fez de forma envergonhada, para evitar desgaste junto aos eleitores. Vários votaram a favor de Temer em nome da ?estabilidade política e econômica?.

Se Temer saiu vitorioso com o voto de uma maioria de deputados também afundados em denúncias de corrupção, o povo brasileiro saiu derrotado.

CUT

Vergonhosamente, a CUT e as demais centrais sindicais não convocaram qualquer atividade para o dia da votação. A CUT e o PT, em vez de investirem na luta, apostam na manutenção do governo Temer e no seu desgaste para retornar ao poder nas eleições de 2018. Lamentável!

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas reafirma: fora todos! Esse Congresso não tem legitimidade nem para julgar Temer, tampouco para continuar a agenda de reformas que só beneficia os grandes empresários.


Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
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