Sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Itaú

Ex-bancária do Itaú recebe R$ 84 mil de 7ª e 8ª horas


16/01/2017
Bancários na Frente, edição 25

Uma trabalhadora admitida pelo Itaú em junho de 1995 e demitida sem justa causa em julho de 2010 contou com o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região para obter na Justiça o pagamento das 7ª e 8ª horas.

O caso é comum. O artigo 224 da CLT diz que a jornada dos bancários é de seis horas, mas em seu parágrafo 2o abre exceção "aos que exercem funções de direção, gerência, fiscalização, chefia e equivalentes, ou que desempenhem outros cargos de confiança". Então, muitas vezes os bancos dão cargos de nomes pomposos a bancários que executam tarefas meramente técnicas, que não têm subordinados e que não podem decidir em nome do banco. Mesmo assim, exigem desses bancários jornada de 8 horas.

Quando foi demitida, a bancária do Itaú ocupava a função de "assessora operacional", e o juiz Marcelo Siqueira de Oliveira, da 1a Vara do Trabalho de Bauru, percebeu que ela, "na realidade de sua labuta diária, acabava não exercendo atribuições que pudessem demandar enquadramento na exceção prevista no art. 224, § 2o, da CLT".

Assim, condenou o Itaú ao pagamento das duas horas extras diárias, com reflexos em repousos semanais remunerados e feriados (incluindo sábados), em 13ºs salários, férias com 1/3 e no FGTS (com a multa de 40%). Ao todo, a trabalhadora recebeu R$ 84.590 líquidos. Vitória!


Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
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