Segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Caixa Econômica Federal

Ambiente de trabalho dos avaliadores de penhor da Caixa é insalubre, sim!


11/10/2017
Bancários na Luta, edição 9

Em julho do ano passado a Caixa Econômica Federal decidiu acabar com o pagamento do adicional de insalubridade para os avaliadores de penhor, alegando que laudos técnicos feitos por empresas contratadas pelo banco haviam atestado que os locais de trabalho não são mais insalubres.

Em verdade, o pagamento do adicional nunca foi interrompido, mas somente por causa da mobilização de empregados e sindicatos. Ou seja: o adicional só está sendo pago por meio da pressão nas negociações, e não por vontade do banco.

Acontece que acaba de ser concluída uma pesquisa, realizada por sindicatos de todo o país com assessoria do Instituto Síntese, apontando, entre outros pontos, transtornos por exposição aos produtos químicos e por tempo de trabalho dos avaliadores.

A pesquisa foi feita a partir de questionários respondidos por empregados da Caixa em todo o país, além de documentos e fotos.

O relatório alerta que a rotina diária (operando caixa, atendendo clientes e realizando outras tarefas) limita ou impede o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pelos avaliadores, e que os EPIs, por sua vez, são ineficazes contra substâncias ácidas. Também há relatos sobre os equipamentos coletivos e outras evidências que demonstram a persistência de ambientes nocivos e insalubres.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, os avaliadores de penhor da Caixa trabalham em ambiente insalubre e, portanto, devem continuar recebendo o adicional de insalubridade, sim!


Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
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