Sábado, 21 de outubro de 2017
Caixa Econômica Federal

MPF denuncia 10 pessoas por gestão fraudulenta na Funcef


Bancários na Luta, edição 6
19/09/2017

No dia 12, o Ministério Público Federal denunciou o ex-presidente da Funcef, Carlos Alberto Caser, por gestão fraudulenta no fundo de pensão dos empregados da Caixa Econômica Federal. Além do ex-presidente, também foram acusados, na mesma ação, quatro ex-diretores do fundo, um ex-funcionário da Caixa e quatro empresários das construtoras Engevix e WTorre.

O grupo é acusado de práticas irregulares na aprovação e aplicação de R$ 141 milhões da Funcef no Estaleiro Rio Grande. Os pagamentos, de acordo com os procuradores, foram feitos por meio do Fundo de Investimentos em Participações RG Estaleiros que, conforme revelaram as investigações, já foi criado com o propósito de cometer irregularidades.

Entre os denunciados está o empresário Walter Torre, dono da WTorre. Da Engevix, podem virar réus seu atual presidente, José Antunes Sobrinho, além dos ex-sócios Gerson Almada e Cristiano Cox. A lista de ex-executivos da Funcef inclui Demósthenes Marques, Luiz Philippe Peres Torelly, José Carlos Alonso Gonçalves e José Lino Fontana.

Pela Caixa, responderá à acusação da Procuradoria o ex-gerente nacional dos fundos de habitação Vitor Hugo dos Santos Pinto.

A denúncia tem como origem as investigações da Operação Greenfield, que apura a prática de crimes que causaram prejuízos bilionários aos quatro principais fundos de pensão do país: Funcef, Petros, Previ e Postalis. A estimativa do Ministério Público Federal é que os prejuízos cheguem a R$ 8 bilhões.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, os eventuais culpados pelo rombo da Funcef devem ter seus bens pessoais confiscados para o total ressarcimento dos prejuízos. Essa conta não é dos bancários!


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