Quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Caixa Econômica Federal

Reestruturação da CEF é destrutiva!


31/07/2017
Bancários na Luta, edição 1

Em junho a Caixa Econômica Federal anunciou a reabertura do Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE), com o objetivo de encolher ainda mais sua estrutura, eliminando cerca de 5,4 mil postos de trabalho.  

No dia 17, a CEF deu continuidade ao seu plano de desmonte, ao divulgar aos empregados seu novo "projeto de modernização de filiais", eufemismo para projeto de sucateamento do banco público.



A "modernização de filiais", que pretende centralizar as atividades (de 424 para 293 unidades) e melhorar a "eficiência com o incremento do volume de negócios e racionalização de despesas", nada mais é do que a extinção de filiais, transferência unilateral de trabalhadores e uma nova leva de descomissionamentos. 

De acordo com a presidência do banco, as mudanças dessa reestruturação estão concentradas nas Vice-Presidências de Logística (VILOG), Governo (VIGOV), Habitação (VIHAB), Fundos de Governo (VIFUG), Finanças e Controladoria (VIFIC), Gestão de Pessoa (VIPES) e Tecnologia da Informação (VITEC). Sendo assim, processos relacionados a FGTS, repasses, programas sociais e habitação, estão entre os que serão impactados diretamente. A previsão é de que em março de 2018 todas as mudanças estejam concluídas 
 
Bauru 

Em Bauru, a GIFUG, juntamente com outras filiais, serão extintas e se tornarão representação. Atualmente, 80 empregados integram a GIFUG. Com essa reestruturação, especula-se que nesse setor ficarão, no máximo,  8 a 12 trabalhadores.  

GDP

Outra mudança cruel refere-se ao normativo RH 205, com a ampliação do programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) para todos os empregados com função.  
Esse programa deplorável não é novo. No Banco do Brasil, ele já é aplicado e os resultados foram a institucionalização da cobrança de metas individuais e a rotulação do empregado. Além disso, ele  abriu espaço para rankings de desempenho, aumentando os casos de assédio moral e adoecimento da categoria. Por fim, o GDP vira instrumento para tentar justificar os descomissionamentos. 

Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas repudia essa reestruturação destrutiva da CEF. O governo Temer tem um objetivo claro: transformar a Caixa em um banco de economia mista, assim como é o Banco do Brasil. Diminuindo suas áreas meios e funções sociais, privatizando, em fatias, suas operações e, consequentemente, reduzindo o quadro de empregados.

A entidade tem recebido denúncias de que a Caixa Econômica tem pressionado a adesão ao PDVE. Não achamos justo que pessoas que contribuíram por longos anos com o banco, de uma hora para outra, se tornem obsoletas. 

Sindicato já tem ações vitoriosas de outras reestruturações e estuda se as sentenças das mesmas podem ser utilizadas para essa nova reestruturação. Não aceitaremos descarte de nenhum trabalhador e nem ataques aos seus direitos!


Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
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