Sexta-feira, 28 de abril de 2017
Caixa Econômica Federal

Saúde Caixa aplica reajustes abusivos


Na Trincheira, 375
01/02/2017

A direção da Caixa desferiu mais um golpe contra os seus empregados. Na última quinta-feira, dia 26, já no final da tarde, disparou um comunicado sobre os novos valores a serem cobrados dos assistidos pelo Saúde Caixa a partir de 1º de fevereiro.

De acordo com o documento, a mensalidade dos trabalhadores da ativa e aposentados aumenta de 2% para 3,46% da remuneração base (73% de aumento); a coparticipação das despesas assistenciais sobe de 20% para 30% (50% de aumento) e o valor limite anual da coparticipação passa de R$ 2,4 mil para R$ 4,2 mil (75% de aumento). Nesse último caso, toda vez que o assistido ultrapassa esse gasto, o complemento é feito pela Caixa.

A medida da Caixa é um desrespeito à cláusula 32 do Acordo Coletivo Aditivo à CCT 2016/2018, que estabelece a manutenção dos percentuais de mensalidade, da coparticipação e do valor para o teto:

"Cláusula 32

A Caixa assegurará a assistência médica, hospitalar, odontológica, psicológica, fonoaudiológica, fisioterápica, de serviços sociais e medicina alternativa reconhecidos pelo Ministério da Saúde, aos seus empregados e respectivos dependentes, com participação contributiva mensal dos empregados e da Caixa nos limites e forma estabelecidos nesta cláusula, constantes dos manuais normativos da Caixa.
 (...)

"Parágrafo Quarto ? O titular do Saúde Caixa (o empregado ativo, o aposentado nos termos do parágrafo Primeiro e o titular de pensão) contribuirão com mensalidade no valor de 2% da remuneração base.
 (...)

"Parágrafo Sétimo ? O titular contribuirá, também, com coparticipação de 20% (vinte por cento) sobre o valor das despesas com a utilização do Saúde CAIXA, pelo grupo familiar... limitada a um teto anual de R$ 2.400,00 (dois mil e quatrocentos reais), acumulado de 1º de janeiro a 31 de dezembro."

Esse reajuste, além de desrespeitar o acordo aditivo, está muito além da evolução salarial dos empregados, que foi de 8%.

Superávit

Uma integrante do Conselho de Usuários, Ivanilde Moreira, denuncia que em nenhum momento o banco discutiu o reajuste com os representes dos assistidos. Para ela, em vez penalizar os trabalhadores, a Caixa deveria discutir com seriedade a destinação do superávit. Segundo dados atuariais do próprio banco, o Saúde Caixa apresenta superávit acumulado de cerca de R$ 700 milhões em 2016 e deve ter resultado positivo também em 2017.

Ivanilde explica que isso decorre do fato de que as coparticipações e mensalidades sempre ultrapassam os 30% de custeio do plano que cabem aos trabalhadores. A Caixa arca com os outros 70%.

Plenária amanhã, dia 2

Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas fará uma plenária nesta quinta-feira, dia 2, às 18h30, para discutir o assunto, com a presença do seu corpo jurídico. A entidade pretende denunciar os aumentos abusivos à Justiça, além de realizar atos públicos.


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