Sábado, 21 de outubro de 2017
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Bancária do Safra recebe R$ 30 mil por horas extras


18/07/2016
Bancários na Frente, edição 13

Em junho do ano passado, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região acionou a Justiça a pedido de uma empregada do Safra que sempre trabalhou muito mais do que as seis horas estabelecidas na legislação trabalhista.

Admitida em dezembro de 2009, ela atuou um ano como operadora da financeira, dois como analista de middle office e mais dois como operadora de capacitação.

Embora tenha sido contratada em Bauru, começou a trabalhar em Lins, na área de financiamento de veículos. Saía de Bauru às 7 horas (para começar a trabalhar às 8 horas) e só chegava de volta às 19 horas.

A situação não mudou muito quando ela virou analista, já em Bauru: entrava às 9 horas e costumava sair às 18h30, tendo 15 minutos de intervalo para alimentação. Ao se tornar operadora de capacitação, era "normal" trabalhar das 7h30 às 19 horas.

Em resumo, a ação do Sindicato pleiteou o pagamento de todas as horas extras trabalhadas além da jornada de seis horas (com os devidos reflexos), além do pagamento de uma indenização por danos morais, visto que a bancária vivia sob constante pressão para cumprimento de metas, inclusive sofrendo ameaças explícitas de demissão, caso falhasse.

No entanto, em 16 de março deste ano, durante a segunda audiência na 2ª Vara do Trabalho de Bauru, o Safra ofereceu R$ 30 mil para quitar sua dívida trabalhista. Embora o valor fosse muito inferior ao que o banco teria de desembolsar se a ação fosse até o fim, a trabalhadora acabou aceitando o acordo.


Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
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