Terça-feira, 26 de setembro de 2017
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PERSEGUIDA E DEMITIDA

Ação do MNOB causa demissão da diretora Priscila Rodrigues! Aqueles que se dizem "defensores dos trabalhadores" entregaram ao patrão, de bandeja, a cabeça de uma mãe de família. Vergonha!

Bancários na Frente 003
26/04/2016



Aconteceu o que a maioria dos diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região temia: no dia 19, a diretora Priscila Rodrigues foi demitida por seu patrão, o Banco Votorantim.

O fato mais curioso dessa história é que as pessoas que empurraram Priscila para a guilhotina -- pasme! -- foram os sindicalistas que integraram a Chapa 2 na eleição doSindicato, ocorrida recentemente, entre 26 de novembro (início do prazo para inscrição das chapas) e 21 de janeiro (término da apuração dos votos).

Os integrantes da Chapa 2 "fizeram o diabo" na campanha eleitoral. Cientes de que não tinham o apoio majoritário da base, a estratégia do grupo foi apelar para a baixaria, na esperança de causar algum estrago à imagem da Chapa 1.

Para isso, o pessoal da Chapa 2, ligado ao Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB/PSTU), usou e abusou de mentiras e meias verdades, chegando ao cúmulo de expôr a intimidade de candidatos da Chapa 1 e, por fim, acionando a Justiça para impugnar a candidatura de Priscila.


Ação absurda

A ação ajuizada pela Chapa 2 alega, em resumo, que Priscila não poderia ser candidata na eleição do Sindicato por não estar lotada em Bauru, já que o Banco Votorantim não tem mais uma unidade própria no município.

De acordo com Sérgio Luiz Ribeiro, advogado do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a alegação não procede, principalmente porque o contrato de trabalho de Priscila encontra-se suspenso desde o momento em que ela se tornou dirigente sindical. Sendo assim, a transferência arbitrária de Priscila (sobre a qual ela nem foi avisada, aliás) não tem validade.

A ironia é que a Chapa 2 inscreveu como candidata Leila Lordelo, que trabalha no CSL do Banco do Brasil e, portanto, está lotada em Ribeirão Preto.

Pelo mesmo raciocínio, os bancários da Gipes, da Caixa, não poderão ser representados pelo Sindicato de Bauru, pois, com a reestruturação, terão sua lotação alterada para Campinas.


Votorantim se contradiz

Cerca de duas semanas antes da reunião com o Banco Votorantim em São Paulo, onde foi demitida, Priscila conversou por telefone com o departamento de Relações Sindicais do BV. Priscila estava preparando a defesa que faria na Justiça e questionou o banco sobre a possibilidade de voltar a trabalhar em Bauru, caso deixasse de ser dirigente sindical.

A representante do Votorantim disse que isso seria perfeitamente possível, pois ainda há funcionários do Banco Votorantim que atendem clientes em Bauru e Região.

Além disso, a representante do banco lembrou que ainda há uma unidade do Grupo Votorantim em Bauru: o escritório da BV Financeira, que, inclusive, é o local ao qual Priscila se dirigia sempre que precisava resolver qualquer coisa com o banco (como o reembolso de gastos com saúde, por exemplo).


Guerreira

Priscila Rodrigues, 36 anos, é mãe de três filhos jovens e trabalha há 14 anos no setor bancário, tendo passado pelo Santander e pelo Itaú, antes de ir para o BV.

Envolveu-se com o sindicalismo por idealismo e exerceu o cargo de diretora doSindicato dos Bancários de Bauru e Região entre 2013 e 2016. Nesse período, destacou-se por sua incansável disposição para a luta.

Mesmo exercendo oposição à direção majoritária da Central Sindical e Popular Conlutas, conquistou, através de votação, uma cadeira na Secretaria Executiva Nacional da central -- que é ligada ao PSTU.

Infelizmente, foi traída por um grupo de pessoas em quem, um dia, ela acreditou. Sem sombra de dúvida, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região sofreu uma grande perda.


Reintegração

Após a demissão de Priscila, o Sindicato deu início a uma forte campanha de reintegração nas redes sociais (#reintegrapriscila). Também preparou uma nota que pode ser lida aqui e na página da entidade no Facebook (facebook.com/seebbauru). Essa nota será enviada para toda a imprensa e entidades de luta do movimento sindical, denunciando o absurdo dessa demissão.

Outras entidades, como os sindicatos dos bancários do Rio Grande do Norte e do Maranhão, já soltaram notas de repúdio à demissão. Correntes políticas como o Espaço Socialista e o Movimento Revolucionário Socialista também estão nessa luta.

PELA REINTEGRAÇÃO DE PRISCILA, JÁ!

 

Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
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