Terça-feira, 12 de dezembro de 2017
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Votorantim fecha as portas em Bauru


Na Trincheira 268
27/08/2013

O Banco Votorantim, que teve 49,99% das suas ações compradas pelo Banco do Brasil em janeiro de 2009, fechou no dia 20 os escritórios de Bauru, de Varginha (MG) e de Botafogo, no Rio de Janeiro. Com isso, 50 gerentes do segmento empresarial foram demitidos. As demissões acontecem 10 dias antes do mês de dissídio e têm como justificativa a inadimplência no setor de veículos.

Após se tornar um braço do BB, as condições de trabalho mudaram drasticamente no BV. De 2009 para cá, a BV Financeira diminuiu o seu quadro pela metade. Em vez de incorporar de uma vez o Votorantim, estendendo os benefícios a todos, o BB preferiu enxugá-lo antes. Além disso, hoje os financiários trabalham em regime de "home office", sem controle de jornada e utilizando seus carros e seu telefone para realizar seu trabalho.

O BV também fechou diversos segmentos, como o de financiamento de materiais de construção, e retirou os veículos que ficavam com os funcionários, prejudicando a todos, já que a maior parte de suas atividades é feita em visitas externas e viagens.

Quando comprou metade do Votorantim, o BB deixou claro que o maior ativo do banco era "agilidade", porque livre dos "limites" que regulam um banco público. E sem esses limites, estava claro também que o BB iria fazer o que bem entendesse do BV.  Está aí, na forma de demissões, um exemplo dessa liberdade.


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