Sábado, 21 de outubro de 2017
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28 de Agosto, Dia do Bancário: nada a comemorar


Na Trincheira 268
27/08/2013

A origem do Dia do Bancário remonta a 1951, quando a mobilização da categoria foi unificada nacionalmente. Naquele ano, as principais reivindicações eram: reajuste de 40%, salário mínimo profissional e adicional por tempo de serviço. As sucessivas tentativas de negociação fracassaram, os bancários recusaram o dissídio coletivo e, em São Paulo, realizaram paralisações simbólicas dos dias 12 de julho a 2 de agosto. Os banqueiros ofereceram um reajuste em torno de 20%, mas os bancários de São Paulo mantiveram sua reivindicação.

No dia 28 de agosto, a categoria decidiu ir à greve, que foi duramente reprimida. O DOPS prendeu e espancou os grevistas. Em todo o Brasil a manipulação da imprensa levou os bancários de volta ao trabalho, mas a categoria em São Paulo resistiu e, em conseqüência, a repressão aumentou. Apesar de tudo, depois de 69 dias de paralisação, a categoria conquistou 31% de reajuste.

Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas, quando lembra que o Dia do Bancário é um dia de luta, está prestando uma homenagem a esses trabalhadores vitoriosos. É lamentável que, hoje, o sindicato de São Paulo esteja sob o comando da pelegada cutista, que impede, em conchavo com o governo Dilma e os banqueiros, o avanço da categoria.

De acordo com dados do próprio governo (Caged), os bancos privados, apesar dos lucros bilionários, eliminaram 5,8 mil postos de trabalho no primeiro semestre. Enquanto essa verdadeira tragédia se abate sobre a categoria, a presidente se cala. Que aproveitemos todo esse silêncio para uma reflexão.


Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
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