Sábado, 21 de outubro de 2017
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Duas rodadas de negociação e nenhum resultado

Banqueiros já rejeitaram propostas de saúde, segurança e emprego

Na Trincheira 267
20/08/2013

A segunda rodada de negociação entre a Contraf e a Fenaban, que ocorreu nos dias 15 e 16, em São Paulo, tratou de questões relacionadas a emprego. Os cutistas pediram aos banqueiros o fim da rotatividade, respeito à jornada de 6 horas para todos, manutenção da remuneração em caso de descomissionamento ou perda de gratificação e, ainda, o fim das demissões imotivadas, conforme estabelece a convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Os representantes dos bancos, no entanto, rejeitaram todas as reivindicações.


Instabilidade

Dados do Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do governo federal, revelam que no primeiro semestre houve uma redução de 4.890 empregos no sistema financeiro e que nos 12 meses encerrados em junho  o corte foi de 10 mil empregos.

Essa quantidade de demissões é um verdadeiro escândalo! É muita demissão para um setor que não passa por qualquer dificuldade! Ao contrário, o setor financeiro é o mais lucrativo do Brasil.

De acordo com a consultoria Economática, as 24 instituições financeiras de capital aberto consideradas no levantamento ganharam, juntas, R$ 17,13 bilhões de abril a junho. Foi um aumento de 46,6% perante os R$ 11,69 bilhões apurados pelos bancos no mesmo período de 2012.


Rotatividade

As demissões em massa visam, não apenas reduzir o número de empregados, mas também ampliar os lucros, na medida em que os novos contratados -- em número muito menor que o de demitidos -- recebem salários mais baixos.

Segundo estudo do Dieese, a diferença do salário pago entre o admitido e o desligado é, em média, 36% inferior,  havendo ainda a discriminação contra as mulheres, que recebem 25%  a menos que os homens contratados. Na economia como um todo, a diferença entre o salário médio dos admitidos e dos desligados é de 7%.


Outros pontos

Além desses pontos, os sindicalistas propuseram o fim das terceirizações, com a recontratação dos terceirizados, e o fim dos correspondentes bancários, que é ainda mais grave, pois se trata de terceirização da atividade-fim dos bancos. Os representantes dos banqueiros, no entanto, rejeitaram ambas as propostas, assim como rejeitaram a reivindicação para a criação de dois turnos de trabalho e a demanda no sentido de diminuir o tempo de espera dos clientes e usuários nas filas, inclusive com contratação de pessoal, evitando que o tempo de espera ultrapasse a 15 minutos. Por fim, também foi descartada a reivindicação por igualdade de oportunidades.


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