Terça-feira, 26 de setembro de 2017
Santander

Aditivo do Santander continua sem definição


10/11/2016
Na Trincheira, edição 373 (Jornal produzido pela Chapa 2 - Redação e Diagramação: Fernando Grisolia, Fábio Heubel e Marcos Assis.)

Na última negociação com os representantes dos funcionários, o Santander voltou a reafirmar que vão analisar os temas da pauta, mesmo essa pauta tendo sido entregue em maio.  

Os representantes dos funcionários insistiram que o valor da PPRS (Programa  Próprio de Remuneração Santander) tem de ser maior que anos anteriores, que o valor da bolsa de estudos  tem de ser reajustado e que as metas sejam rediscutidas. 

Outro ponto é que o Satãder volte a considerar os filhos com idade entre 21 e 24 anos como dependente de funcionário no plano de saúde. De forma unilateral, o Banco enquadrou-os como agregados, o que inviabiliza o pagamento devido o alto custo financeiro.

Redução de custos

Mesmo continuando a obter lucros astronômicos, o Satãder  não parou de demitir nos primeiros sete meses do ano. Foram cerca de 2.900 postos de trabalho encerrados, ou seja, o banco demitiu funcionários e não contratou ninguém para o lugar. Isso significa que a massa de trabalho aumenta para quem fica, causando mais adoecimento, lesão por esforços repetitivos e, consequentemente, afastamento do serviço.

Vale lembrar que o Brasil representa 20% do lucro do mundo todo para o Santãder, e mesmo assim, os trabalhadores no país recebem um dos mais baixos salários do grupo, não têm estabilidade, diferentemente de outros países, onde só podem ser demitidos por justa causa, e aqui são avaliados por metas absurdas, podendo inclusive perder o emprego.

Não bastassem todas essas aberrações, o presidente no Brasil, Sérgio Rial, mandou cortar custos pouco importando as consequências para bancários e clientes. 

Os cortes passam de papel higiênico e café, até fretados para centros administrativos e reembolso de quilometragem para gerentes de relacionamento. O banco também reduziu os serviços de limpeza e extinguiu a função dos vigilantes que cobrem o almoço, fazendo com que os vigilantes tenham de almoçar antes de abrir a agência ou após o fechamento. Esse último ponto o banco estava revendo, diante do absurdo da situação.

Lucro astronômico

Os cortes de custos contrastam com o enorme lucro do Satãder no Brasil, que faturou R$3,5 bilhões apenas nos primeiros seis meses do ano, com crescimento de 4,8% em doze meses. Só o que fatura com tarifa, o banco cobre 150% da folha de pagamento.

Diante desses números, não é de se espantar que o Santãder figurou nos meses de julho e agosto  em segundo lugar entre as instituições financeiras com mais reclamações ao Banco Central. 

Os diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas rechaçam essa política do banco e orienta aos funcionários de Bauru e região que denunciem qualquer abuso ou falta de material em sua agência para possamos cobrar do banco um tratamento digno aos seus funcionários e clientes. Se o banco quer reduzir despesas que tal diminuir o reajuste de 30% dado aos executivos em 2016. Também pode reduzir os custos com propaganda, porque se houver mais funcionários e trabalhando satisfeito, o banco não perderá tantos clientes.  



Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
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