, 30 de abril de 2017
Santander

Bancos eliminam 9.258 empregos em 9 meses


04/11/2016
Bancários na Frente, edição 21

No final de outubro os bancos começaram a divulgar os lucros do terceiro trimestre. O Santander foi o primeiro deles, anunciando, no dia 26, que de janeiro a setembro teve lucro líquido societário de R$ 3,996 bilhões. Já o Itaú, no dia 31, anunciou lucro líquido de R$ 5,394 bilhões.

A lucratividade dos bancos está diretamente relacionada com o trabalho árduo dos bancários, que diariamente ultrapassam seus limites físicos e psicológicos para atenderem a demanda de metas e a sobrecarga de trabalho. Sem eles, nenhum banco chegaria a lucros bilionários. 

No entanto, os bancos relutam em valorizar aqueles que tanto contribuem para seus resultados. Ao contrário: descartam trabalhadores como se fossem lixo.

Nos 12 meses encerrados em setembro, o Santander eliminou 2.495 postos de trabalho, contando agora com 48.024 funcionários. Apesar do corte brutal no quadro de funcionários, o banco conta com o mesmo número de agências de setembro do ano passado (2.255), além de ter ganhado 1,926 milhão de novos clientes. Na prática, você sabe o que isso significa: mais sobrecarga de trabalho!

O Itaú, banco dominante do mercado brasileiro, nos últimos doze meses cortou 2.753 postos de trabalho, sendo 1.744 apenas nos primeiros nove meses deste ano. Além disso, também fechou 207 agências. Inaceitável!



Enquanto milhares de brasileiros enfrentam o desemprego e a profunda crise econômica, os bancos passam  sossegados e com os bolsos cheios em meio a esse cenário. Após a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brasil voltou a ser o mercado mais lucrativo para o Santander. O banco, excluindo os eventos extraordinários, teve lucro líquido gerencial (ou recorrente) de R$ 5,35 bilhões, 6,7% maior que o dos nove primeiros meses do ano passado. E a valorização desses bancários brasileiros? Zero!

Com o intuito de intensificar o atendimento digital, o Itaú, que teve crescimento de 8,8% em doze meses nas receitas com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias, somando R$ 24,6 bilhões, criou 56 agências digitais entre setembro de 2015 e setembro de 2016. Essa ação além de gerar desemprego, prejudica uma grande parcela da população que não tem familiaridade ou acesso à internet. Ou seja, ao invés dos banqueiros contribuírem com o desenvolvimento do país, estão ajudando a enterrar o futuro dos trabalhadores. 
 
Sindicato é contra demissões imotivas e vai fundo nessa luta!


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