Sábado, 21 de outubro de 2017
Ações

Bancária do Itaú recebe R$ 45 mil por horas extras


04/11/2016
Bancários na Frente, edição 10

Uma bancária do Itaú, admitida em 19 de abril de 2012 e demitida sem justa causa em 29 de maio de 2014, trabalhou durante esses pouco mais de dois anos sob uma jornada de oito horas. Ela era Gerente de Relacionamento na agência Personnalité, em Bauru.

Mas, para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a denominação "gerente" não correspondia às reais funções exercidas pela bancária: como não tinha subordinados, não tinha poder de mando e como sua alçada era pré-estabelecida pelo sistema do banco, era claro que sua jornada de trabalho deveria ser de seis horas.

De acordo com a CLT (artigo 224), a jornada dos bancários é de seis horas. É permitida a jornada excepcional de oito horas apenas para os cargos de confiança. Assim, o Sindicato ajuizou uma ação pedindo o pagamento das 7ª e 8ª horas dos dois anos e um mês trabalhados.

No fim, a trabalhadora aceitou o acordo proposto pelo banco, recebendo R$ 45 mil. O caso tramitou na 1ª Vara do Trabalho de Bauru.


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