Quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Banco do Brasil

Sindicato luta para evitar que o BB feche a agência de Sarutaiá


25/10/2017
Bancários na Luta, edição 10

O Banco do Brasil está querendo fechar bem mais agências do que aquelas listadas no plano original da reestruturação. Em novembro do ano passado, quando anunciou sua "reorganização institucional", o BB informou que fecharia 31 superintendências regionais, três diretorias e 402 agências, e que transformaria outras 379 agências em postos de atendimento (PAs).

Na base territorial do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região sete agências foram fechadas, bem como o "Setor Público Bauru", uma área-meio que atendia prefeituras.

Agora, como se isso já não fosse o bastante, o BB diz que vai fechar a agência de Sarutaiá, também da base do Sindicato, além de várias outras Brasil afora, com a desculpa de serem agências "sinistradas".

Sarutaiá

Para tentar evitar o fechamento da agência de Sarutaiá, que em janeiro tornou-se um Posto de Atendimento Avançado (PAA) da agência de Fartura e que, na ocasião, já teve o quadro de funcionários reduzido, diretores do Sindicato foram até o município no dia 23 e fizeram uma reunião com os funcionários, explicando que o plano do governo Temer é reduzir o número de  agências do BB para tornar viável ou a fusão com a Caixa ou a futura venda do controle do banco.



No mesmo dia, o Sindicato também se reuniu com o prefeito do município, Isnar Freschi Soares, para somar forças na luta pela manutenção da agência. 



O BB alega que a agência será fechada porque é "sinistrada", mas a verdade é que ela já passou pelos reparos necessários e está funcionando normalmente. Além disso, a agência é superavitária, e o custo para mantê-la é irrisório (tem poucos funcionários e paga R$ 600 de aluguel). A unidade também ostenta uma coleção de troféus pelo seu bom desempenho, inclusive um conquistado no último semestre. Por tudo isso, a pergunta que fica é: quem ganha com o fechamento dessa agência? 

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, está claro quem perde com o fechamento da agência: a população (que terá de se deslocar até outro município para receber salário e bolsas do governo), a própria cidade (que corre o risco de ver a população local gastar o salário em outro município) e, por fim, os bancários (que tantos prêmios ganharam por produtividade e bons serviços prestados e agora se veem  sem local de trabalho).


Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
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