Sábado, 21 de outubro de 2017
Banco do Brasil

BB ignora perguntas do MPT sobre reestruturação


31/07/2017
Bancários na Luta, edição 1

No dia 20 foi realizada a última audiência do processo de mediação conduzido pelo Ministério Público do Trabalho de Brasília, sobre a reestruturação iniciada pelo Banco do Brasil em novembro de 2016. 

Essa audiência foi a sétima de uma série de mediações que tinham como objetivo buscar melhorias para os funcionários que foram duramente atingidos com a extinção de mais de 400 agências em todo o país, com os cortes de mais de nove mil cargos e perdas de salários que chegaram a superar 70% da remuneração para centenas de bancários. 
 
Sem explicação

Como era de se esperar, o BB ficou contra a parede e não conseguiu se explicar e tampouco  apresentou alguma novidade sobre a inclusão das comissões retiradas para fins do programa de adiantamento salarial e sobre a possibilidade de o adiantamento salarial ser concedido pela instituição independentemente de haver dívida do trabalhador com o banco. 

VCP e realocações

Já sobre a prorrogação da Vantagem em Caráter Pessoal (VCP), que assegura a manutenção do salário, o banco reafirmou que não haverá prorrogação. A respeito das visitas realizadas no mês de julho e sobre a realocação dos funcionários, o BB respondeu que das 35 visitas previstas realizou apenas 8 visitas e nenhum estudo foi concluído para aumento de cargos e dotação. O banco afirmou ainda que lançará um incentivo aos escriturários que pedirem remoção para praças de difícil provimento, um programa que claramente atende mais aos interesses do BB do que dos próprios escriturários.

Durante a audiência foram colhidas listas de nomes e cargos de nomeações feitas em vários locais, sob suspeita de não terem dado prioridade aos funcionários que perderam os cargos. O Banco do Brasil ficou de analisar cada caso e responder ao MPT. 

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas, ficou explícito o descaso do banco para com os seus funcionários. Já que, como o BB mesmo afirmou, há 2300 funcionários, que perderam os cargos e não foram realocados em nenhum outro e esses agora, não terão qualquer ajuda financeira da instituição.  

Sindicato não deixará que esse caso perverso caia no esquecimento e continuará denunciando publicamente o banco e lutando através de ações coletivas e individuais, para que os bancários não paguem mais esta conta do governo Temer.  


Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
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