Sábado, 21 de outubro de 2017
Banco do Brasil

Esclarecimentos sobre o desconto da Greve Geral


12/06/2017
Bancários na Frente, edição 36

No holerite de maio, a Caixa Econômica Federal descontou quatro dias de salário dos empregados que aderiram à Greve Geral de 28 de abril; o Banco do Brasil descontou um dia.

Sindicato dos Bancários de Bauru e Região já esperava algum tipo de retaliação por parte dos bancos, e por isso seguiu rigorosamente a legislação: convocou uma assembleia para deliberar sobre a participação na greve e, em seguida, comunicou a adesão dos bancários via edital que foi publicado em jornal de grande circulação, sem deixar de notificar os bancos sobre a decisão pela greve em nossa base sindical.

Paralelamente a isso, ainda antes da paralisação, ajuizou duas ações, com pedido de liminar, pedindo que a Justiça não deixasse BB e CEF efetuarem qualquer desconto. No entanto, as duas ações tiveram o pedido de liminar negado pelos juízes. Agora, falta os magistrados julgarem o mérito da questão.

Apenas o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro obteve êxito em sua ação preventiva, mostrando que o julgamento varia dentro da própria Justiça. Outros sindicatos tiveram êxito posterior ao desconto.

Sindicato de Bauru reitera: a adesão dos bancários à Greve Geral do dia 28 foi decidida em assembleia, seguindo rigorosamente a legislação vigente. Portanto, foi uma greve legal e legítima, e assim deveria ser tratada pela Justiça do Trabalho.

Enorme adesão

Foi muito forte a adesão dos trabalhadores de todo o Brasil à Greve Geral. Isso gerou um baque no governo, que agora precisa reprimir a ação e tentar calar e dominar os trabalhadores. Os bancários deram um bom exemplo para outras categorias, tendo em vista que participaram ativamente do movimento, demonstrando clara consciência da gravidade das reformas que só satisfazem o empresariado, em detrimento dos direitos dos trabalhadores.

A adesão específica de funcionários do BB e da Caixa em todo o Brasil não se deve somente à indignação com as reformas que estão em andamento no Congresso. O governo federal já anunciou medidas que colocam o futuro dessas empresas em sério risco. O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, já informou que haverá privatização da Loteria Instantânea (Lotex) e o fechamento de 120 agências. Há também a ameaça da Caixa perder a gestão dos recursos do FGTS, que seria repassada para bancos privados. O saldo atual é de aproximadamente R$ 400 bilhões e responde pela geração de 40% do lucro líquido da Caixa, na forma de tarifas e serviços, já que o governo remunera a empresa pela sua administração. Sem essa verba, a CEF vai passar por um processo de redução de agências e de postos de trabalho.

No BB, constantes reestruturações levaram os bancários ao estresse extremo, tendo a sobrecarga de trabalho se tornado comum graças à enorme diminuição de seu quadro de funcionários.


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